Sai mas bate a porta devagar!
Preciso tanto de paz, de equilíbrio, de afecto (…) e tu o que me dás? Felicidade momentânea quando dizes que sou linda e me desafias para sair? Inquietação quando me falas torto e eu penso que a culpa é minha? Opressão enquanto fico dias à espera de uma mensagem tua no meu telemóvel e parece que toda a multidão se lembra de mim excepto tu?
Não quero.
É verdade que te desejo, se calhar, no meio desta desordem toda, como nunca desejei ninguém! E imagino-me assim, enrolada nos teus lençóis a ir e vir da lua 3 vezes, a entregar-me e os teus lábios percorrerem todos os cantos dos meus e a cometer momentos mais quentes e eróticos da minha vida. Mas não é isso que pretendo e preciso, procuro o amor! E aposto que não estás disposto a tal.
É verdade que não te conheço como a minha palma da minha mão, se calhar é isso que me excita, mas conheço-te o suficiente para saber que sou mais uma da tua vida, que sou mais um polvo no meio de uma relação de sempre para sempre mas sei que me desejas tanto ou mais quanto eu desejo a ti. Mas mesmo assim, sai!
Não quero ficar apaixonada por ti!
Não quero esperar algo que nunca me vais dar!
Não quero instabilidade neste momento da minha vida!
Sai devagar. Não batas a porta! Porque de portas mal batidas, de dor e sofrimento estou eu!