quarta-feira, 19 de novembro de 2008

adeus


Verbalizam que quem desiste e foge são os fracos, podes desde já considerar-me como tal mas já não tenho mais energia para lutar por ti, desculpa meu amor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Espaço

Entreguei-me a ti, fizemos a dança do corpo e lançamos o calor deste um ao outro ate atingirmos a sintonia, tornamo-nos num só. Entre transpiração e beijos animados, berraste ao meu ouvido da forma mais baixa que alguma vez ouvi “continua” e eu assim o fiz. Executamos o acto de uma forma ágil, rápida, apaixonada e se disser que adorei não me pronuncio com ironia. Terminou quando ambos atingimos o clímax.

E agora? Agora espero por ti, dias em vão, demasiado fria e mortificada para apostar em mim e com o pressentimento que não me queres mais.
Largaste o meu corpo, a minha alma sem dizer nada. Iludo-me a mim própria e fico a tua espera. Reajo como se tudo continuasse igual.

À noite choro. À noite dói. À noite lembro-me de tudo, de cada gesto, de cada mimo, de cada carícia mas lembro-me muito melhor da forma como me usaste e deixaste sem dizer “adeus”! Porque não te despediste e disseste que não me querias mais? Porque não me telefonas agora e dizes que acabou? Porque me deixas à espera?

Queres ficar?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ciência

Uma ciência exacta, sim era mesmo isso, o amor devia ser uma ciência exacta. Aprendíamos a teoria, exercitaríamos a prática e se fossemos bons seguíamos o caminho da investigação. Caso isso não acontecesse iríamos treinar até conseguir e lá com a persistência e vontade de conseguir iríamos aprender o “amor”.
Mas não, o amor é uma ciência abstracta e isso eu não domínio.


sábado, 1 de novembro de 2008


"Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo. Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias."

Margarida Rebelo Pinto

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Abandona-me, sff!

Sai mas bate a porta devagar!
Preciso tanto de paz, de equilíbrio, de afecto (…) e tu o que me dás? Felicidade momentânea quando dizes que sou linda e me desafias para sair? Inquietação quando me falas torto e eu penso que a culpa é minha? Opressão enquanto fico dias à espera de uma mensagem tua no meu telemóvel e parece que toda a multidão se lembra de mim excepto tu?
Não quero.
É verdade que te desejo, se calhar, no meio desta desordem toda, como nunca desejei ninguém! E imagino-me assim, enrolada nos teus lençóis a ir e vir da lua 3 vezes, a entregar-me e os teus lábios percorrerem todos os cantos dos meus e a cometer momentos mais quentes e eróticos da minha vida. Mas não é isso que pretendo e preciso, procuro o amor! E aposto que não estás disposto a tal.
É verdade que não te conheço como a minha palma da minha mão, se calhar é isso que me excita, mas conheço-te o suficiente para saber que sou mais uma da tua vida, que sou mais um polvo no meio de uma relação de sempre para sempre mas sei que me desejas tanto ou mais quanto eu desejo a ti. Mas mesmo assim, sai!
Não quero ficar apaixonada por ti!
Não quero esperar algo que nunca me vais dar!
Não quero instabilidade neste momento da minha vida!
Sai devagar. Não batas a porta! Porque de portas mal batidas, de dor e sofrimento estou eu!