sábado, 28 de março de 2009

minhas memórias

Levantei o queixo rapidamente num acto de reflexo que a minha personalidade me embute, nunca o esperei e francamente, orgulho-me disso. Sempre me achei fraca na área do amor, sempre me vi como uma alma extinta que devaneava pela zona e ao levantar-me como gigante da queda que me ofereceste contrariei a minha ideia inicialmente irrefutável.
Afinal de contas, sou a maior! Aguentei-me firme e contrariei a força peso que me atraía para o chão e não precisei de ninguém para me agarrar, somente eu podia derrotar-te. Por outras palavras, não procurei ninguém igual ou superior a ti, não impingi ninguém para o teu lugar nem para te substituir. Se o fizesse, iria criar uma roda viciada dentro de mim, a minha forte personalidade iria perder o seu colossal sentido e eu iria ser igual a todos os outros a quem eu sentenceio.
Tu e eu, nós, era suposto dar outra coisa, mas era antagónico, inconciliável. Era tão bom ver o teu sorriso, se não sabes devias saber mas para agora fazes parte das minhas memórias.
Sei que um dia vais voltar a tentar, somos atraídos desde o inicio como um íman forte que traduz o seu campo magnético de forma clara, cumprimos ao risco todas as leis de atracção desde o dia que nos conhecemos. Mas será que vale a pena? Não sei porque te pergunto se sei exactamente a tua eterna resposta. Mas agora, não voltes, para já não preciso de ti se não sabes devias saber mas para agora fazes parte das minhas memórias.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ricos e pobres






“Nada nem ninguém me pode vencer. Eu sou uma semente do Todo, a sua energia que tudo pode está em mim! Quem me quiser vencer tem que destruir mais do que a minha mente ou o meu corpo, tem que destruir a minha alma.”

Foste o meu apogeu, e digo-te, adorei como uma criança adora bolo de chocolate, ou como um velho adora a sua boa sesta tardia, mas, há sempre um mas, acabou. A culpa não foi minha (nem tua meu amor), foi dos dois como um só, isso abateu-nos como cães vadios.
Nunca soubeste lidar com a minha integridade e complexidão, eu nunca me consegui adaptar à tua branda maneira de agir, mas aposto que a solução se encontra nos signos. Li uma vez numa revista de horóscopo num quiosque em finais de Setembro, que no mês de Outubro me ias aparecer e assim o foi. O filho da puta do horóscopo parece adivinhar a minha vida.
Durou o tempo que tinha a durar, vivemos o que tínhamos a viver, no escuro cometemos todas as delícias de adolescentes e sem alguém imaginar estávamos juntos de corpo e mente, quase sem alma. Nunca me amas-te e eu mal te amei, (reforço que não há amor na adolescência). Arranhei-te como nunca te arranharam e mordeste-me como nunca me tinham mordido, fizeste-me sofrer, irónico não? Mas era bom demais.
Outrossim, mesmo depois desta guerra fria concluiu que só me fizeste bem. Para além da experiencia deste-me movimentação à alma e fizeste-me pensar que o amor deve ser visto como algo bom, afinal de contas ele é uma coisa boa, faz-nos sentir bem.
Deixei de ser pobre de alma para ser rica no coração, mais uma vez, e mesmo com o final, eu adoro-te meu primeiro amor.




sábado, 31 de janeiro de 2009

Ensinamento Afectuoso


A vida é feita de positivo e negativo, é feita de branco e de preto mas contudo há zonas cinzentas portanto a vida é feita de uma multiplicidade de factores e o dotar o jovem para conseguir abrir o leque e a possibilidade de falhar que não é sem dúvida sinónimo de desistir, ate pelo contrário, é saudável.

Mas o amor enquadra-se nesta tela de cores?

Saber lidar com os sentimentos (que podem ser raiva, tristeza, saudades, etc …) é fundamental, pois quem não sabe lidar com frustrações é quem recebeu toda a vida só reforço positivo e é indispensável estar apto a todas as situações, é indispensável ser versátil, é indispensável saber viver.

E o amor não passa disso, saber viver.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

desculpa

Eu sabia que não ia durar para sempre - é dos conselhos/palavras de consolo que mais dou aliás – e eu e tu, não somos excepção. A paixão é a parte fogosa do amor, é uma força que nos movimenta e nos cria a felicidade instantânea. E ao contrário do que dizem, para mim, a felicidade instantânea é a base da felicidade, é a felicidade mais pura, mais básica, mais natural. A felicidade que nos deixa mais felizes.
A nossa paixão, foi-se desgastando. Pelo escasso tempo que estávamos juntos, pela cama que ficava vazia, pelos ponteiros do relógio, pelas mensagens de telemóvel sem nexo, pela distância, pela diferença, pelo ciúme, pela vergonha, pelo medo e temos de concordar que não fomos feitos um para o outro, é triste, é mau, mas não somos feitos um para o outro.
Desculpa.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ele e ela, eles.

Os seus corpos já quentes de tanto roço e de fricção davam um ambiente sexual à coisa. Ela sentia paixão, ternura, afeição por ele. Já não era recente, apesar de o nunca admitir ela algemava-o ao seu coração de uma maneira forte, e vivia todos os dias com o coração nas mãos, ora triste ora contente, ele era o motivo do seu dia-a-dia.
Já ele, como presumia o nome trivial de homem, sentia desejo, um irracional e profundo desejo, e talvez um escasso apegamento.
Eram diferentes, ela gozava de particulares latinas (olhos, cabelo, tez, traços faciais, …), ele dominava o «ar» nórdico (com exclusão dos seus olhos e do seu cabelo, já bem acastanhados). Ela era sentimentalista, exigente, extrovertida, sonhadora, pensava demais no seu futuro, planeava os dias, planeava os sonhos, fazia da vida uma regra. Ele era só «paz e amor», negligenciado, parecia não ter sentimentos e ela só lhe dizia - «és frio!».
Mas ali, entre troca de beijos e de afectos, um pouco expansivos, dominava algo, não era alguém, pois ambos deixavam-se dominar um pelo outro, era algo. Mas essa «coisa», se assim lhe posso chamar, talvez tivesse sido criada pelo entusiasmo que ambos sentiam um pelo corpo do outro, pela excitação.
Apesar de diferentes, apesar dele não a amar, os seus corpos iriam se juntar num só, e, fazer daquela pequena sala fria onde apoderava-se os suaves sons de um televisor, no local do seu eterno «amor».