segunda-feira, 29 de junho de 2009

assassino


Voltaste furacão, roubaste de novo o meu coração, e iludiste-me. Converteste-me rainha, e um escasso momento antes de chegar ao desfecho da aquisição, mataste-me na praia. Morri, não de frio, não de fome, não com uma facada, mas sim de tristeza de ter perdido. Já não és o meu herói, tornaste-te no meu assassino, mais uma vez.

terça-feira, 16 de junho de 2009

música








Quando a música soa na cabeça ... é o melhor momento do dia, quando ouvimos as várias frequências e amplitudes aglomeradas tornando os sons harmónicos em sons sinusoidais, com timbres opulentos e atraentes, trocamos o tegumento humano por uma membrana que faz face a Deus. Soltamos a raiva, o medo, as palavras, as lágrimas. Soltamos berros, gargalhadas, suspiros de amor. Soltamos tudo que há em nós, o bom, o mau e o assim-assim. Transcrevemos o dia que foi acabado de passar. Somos humanos na pele de Deus.

E é mesmo assim o fim do dia, a descarga do que verdadeiramente somos sem farsas tão habituais do homem, sem medo de lágrimas, sem vergonha do medo. Onde por fim o orgulho não tem receio de se sujar e cedemos, com o gesto que sempre recusamos fazer e de uma maneira tão trivial, ao resto do mundo.
Mas a esperança da estirpe humana está na ponta de sonho que ainda subsiste…

quinta-feira, 11 de junho de 2009

l


Comparando-nos somos diferentes, juntando-nos somos perfeitos. Podias ser o melhor de mim e eu poderia ser a parte que não és. Bastava deixares-te levar num acto irracional, veloz e básico ou deixares o meu espírito dominador vencer sobre ti. Não sei porque complicas, ou melhor, não sei porque não tento. Não me julgues fraca, julga-te antes forte demais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

m


Só uma vez … que dure para sempre.

sábado, 28 de março de 2009

minhas memórias

Levantei o queixo rapidamente num acto de reflexo que a minha personalidade me embute, nunca o esperei e francamente, orgulho-me disso. Sempre me achei fraca na área do amor, sempre me vi como uma alma extinta que devaneava pela zona e ao levantar-me como gigante da queda que me ofereceste contrariei a minha ideia inicialmente irrefutável.
Afinal de contas, sou a maior! Aguentei-me firme e contrariei a força peso que me atraía para o chão e não precisei de ninguém para me agarrar, somente eu podia derrotar-te. Por outras palavras, não procurei ninguém igual ou superior a ti, não impingi ninguém para o teu lugar nem para te substituir. Se o fizesse, iria criar uma roda viciada dentro de mim, a minha forte personalidade iria perder o seu colossal sentido e eu iria ser igual a todos os outros a quem eu sentenceio.
Tu e eu, nós, era suposto dar outra coisa, mas era antagónico, inconciliável. Era tão bom ver o teu sorriso, se não sabes devias saber mas para agora fazes parte das minhas memórias.
Sei que um dia vais voltar a tentar, somos atraídos desde o inicio como um íman forte que traduz o seu campo magnético de forma clara, cumprimos ao risco todas as leis de atracção desde o dia que nos conhecemos. Mas será que vale a pena? Não sei porque te pergunto se sei exactamente a tua eterna resposta. Mas agora, não voltes, para já não preciso de ti se não sabes devias saber mas para agora fazes parte das minhas memórias.