Eu sabia que não ia durar para sempre - é dos conselhos/palavras de consolo que mais dou aliás – e eu e tu, não somos excepção. A paixão é a parte fogosa do amor, é uma força que nos movimenta e nos cria a felicidade instantânea. E ao contrário do que dizem, para mim, a felicidade instantânea é a base da felicidade, é a felicidade mais pura, mais básica, mais natural. A felicidade que nos deixa mais felizes.
A nossa paixão, foi-se desgastando. Pelo escasso tempo que estávamos juntos, pela cama que ficava vazia, pelos ponteiros do relógio, pelas mensagens de telemóvel sem nexo, pela distância, pela diferença, pelo ciúme, pela vergonha, pelo medo e temos de concordar que não fomos feitos um para o outro, é triste, é mau, mas não somos feitos um para o outro.
Desculpa.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Ele e ela, eles.
Os seus corpos já quentes de tanto roço e de fricção davam um ambiente sexual à coisa. Ela sentia paixão, ternura, afeição por ele. Já não era recente, apesar de o nunca admitir ela algemava-o ao seu coração de uma maneira forte, e vivia todos os dias com o coração nas mãos, ora triste ora contente, ele era o motivo do seu dia-a-dia.
Já ele, como presumia o nome trivial de homem, sentia desejo, um irracional e profundo desejo, e talvez um escasso apegamento.
Eram diferentes, ela gozava de particulares latinas (olhos, cabelo, tez, traços faciais, …), ele dominava o «ar» nórdico (com exclusão dos seus olhos e do seu cabelo, já bem acastanhados). Ela era sentimentalista, exigente, extrovertida, sonhadora, pensava demais no seu futuro, planeava os dias, planeava os sonhos, fazia da vida uma regra. Ele era só «paz e amor», negligenciado, parecia não ter sentimentos e ela só lhe dizia - «és frio!».
Mas ali, entre troca de beijos e de afectos, um pouco expansivos, dominava algo, não era alguém, pois ambos deixavam-se dominar um pelo outro, era algo. Mas essa «coisa», se assim lhe posso chamar, talvez tivesse sido criada pelo entusiasmo que ambos sentiam um pelo corpo do outro, pela excitação.
Apesar de diferentes, apesar dele não a amar, os seus corpos iriam se juntar num só, e, fazer daquela pequena sala fria onde apoderava-se os suaves sons de um televisor, no local do seu eterno «amor».
Já ele, como presumia o nome trivial de homem, sentia desejo, um irracional e profundo desejo, e talvez um escasso apegamento.
Eram diferentes, ela gozava de particulares latinas (olhos, cabelo, tez, traços faciais, …), ele dominava o «ar» nórdico (com exclusão dos seus olhos e do seu cabelo, já bem acastanhados). Ela era sentimentalista, exigente, extrovertida, sonhadora, pensava demais no seu futuro, planeava os dias, planeava os sonhos, fazia da vida uma regra. Ele era só «paz e amor», negligenciado, parecia não ter sentimentos e ela só lhe dizia - «és frio!».
Mas ali, entre troca de beijos e de afectos, um pouco expansivos, dominava algo, não era alguém, pois ambos deixavam-se dominar um pelo outro, era algo. Mas essa «coisa», se assim lhe posso chamar, talvez tivesse sido criada pelo entusiasmo que ambos sentiam um pelo corpo do outro, pela excitação.
Apesar de diferentes, apesar dele não a amar, os seus corpos iriam se juntar num só, e, fazer daquela pequena sala fria onde apoderava-se os suaves sons de um televisor, no local do seu eterno «amor».
domingo, 7 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
deixa ir e vemos
Inspirar-me em ti já se torna complicado, tenho um grande amontoamento de sentimentos débeis e novatos por ti, o desejo e o imitado desinteresse são os mais evidentes.
O meu principal objectivo era amar e ser amada, mas por mais que cerre os olhos e diga repetitivamente “ama-me” sei que jamais o vais fazer, és demasiado impotente no amor, és frio e eu própria tenho receio que nunca vás amar.
És a minha tristeza e és a minha alegria mas quando estou no ponto designado de equilíbrio, és-me indiferente! E mais uma vez fico à nora.
Agora só tenho um atalho, o célebre “deixa ir e vemos”, mas eu não queria deixar ir, eu não queria só ver posteriormente, eu queria que gostasses de mim como gosto de ti e juntos dar-mos os melhores passos!
O meu principal objectivo era amar e ser amada, mas por mais que cerre os olhos e diga repetitivamente “ama-me” sei que jamais o vais fazer, és demasiado impotente no amor, és frio e eu própria tenho receio que nunca vás amar.
És a minha tristeza e és a minha alegria mas quando estou no ponto designado de equilíbrio, és-me indiferente! E mais uma vez fico à nora.
Agora só tenho um atalho, o célebre “deixa ir e vemos”, mas eu não queria deixar ir, eu não queria só ver posteriormente, eu queria que gostasses de mim como gosto de ti e juntos dar-mos os melhores passos!
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