segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Espaço

Entreguei-me a ti, fizemos a dança do corpo e lançamos o calor deste um ao outro ate atingirmos a sintonia, tornamo-nos num só. Entre transpiração e beijos animados, berraste ao meu ouvido da forma mais baixa que alguma vez ouvi “continua” e eu assim o fiz. Executamos o acto de uma forma ágil, rápida, apaixonada e se disser que adorei não me pronuncio com ironia. Terminou quando ambos atingimos o clímax.

E agora? Agora espero por ti, dias em vão, demasiado fria e mortificada para apostar em mim e com o pressentimento que não me queres mais.
Largaste o meu corpo, a minha alma sem dizer nada. Iludo-me a mim própria e fico a tua espera. Reajo como se tudo continuasse igual.

À noite choro. À noite dói. À noite lembro-me de tudo, de cada gesto, de cada mimo, de cada carícia mas lembro-me muito melhor da forma como me usaste e deixaste sem dizer “adeus”! Porque não te despediste e disseste que não me querias mais? Porque não me telefonas agora e dizes que acabou? Porque me deixas à espera?

Queres ficar?

2 comentários:

Carlos Vinagre disse...

:) Desculpa a demora, não terminei o outro, mas voltei a trabalhar no blogue. Vou tentar manter uma regularidade semanal. Um beijo

qel disse...

Vais fazer a dança do corpo mais vezes, amor. Ele quer que fiques, ele quer (;