terça-feira, 2 de dezembro de 2008

deixa ir e vemos

Inspirar-me em ti já se torna complicado, tenho um grande amontoamento de sentimentos débeis e novatos por ti, o desejo e o imitado desinteresse são os mais evidentes.
O meu principal objectivo era amar e ser amada, mas por mais que cerre os olhos e diga repetitivamente “ama-me” sei que jamais o vais fazer, és demasiado impotente no amor, és frio e eu própria tenho receio que nunca vás amar.
És a minha tristeza e és a minha alegria mas quando estou no ponto designado de equilíbrio, és-me indiferente! E mais uma vez fico à nora.
Agora só tenho um atalho, o célebre “deixa ir e vemos”, mas eu não queria deixar ir, eu não queria só ver posteriormente, eu queria que gostasses de mim como gosto de ti e juntos dar-mos os melhores passos!

2 comentários:

Anónimo disse...

Odeio o "deixa ir e vemos"! Odeio essa forma de nos dizerem indirectamente que tudo vai ser uma merda, que acabaremos a chorar desalmadamente, enquanto nos mantivemos a sorrir com falsidade, a fazer de conta que eramos felizes com a estúpida ideia que iriamos acabar bem a alimentar-nos a esperança.
Era muito melhor se tudo fosse certezas. É que a imprivisibilidade da vida/amor já nem sequer é imprevísivel, muito pelo contrário. Metemo-nos por caminhos incertos e dizemos "deixa ir e vemos!" mas não se vê nada que já não saibamos e mesmo assim deixamo-nos ir para não vermos. Que ódio! Que má sorte.

qel disse...

Concordo a 100% com a Diana. E tu, melhor do que ninguém, sabes bem o q eu quero dizer quando digo que é sempre melhor 'pôr tudo em pratos limpos', pedir por um 'branco' arriscando-nos sempre a ouvir um 'preto' quando vivemos num 'cinzento' (e tu percebes-me; sabes do q falo e porque o digo).
Acredita love, não te deixes levar por isso, pelo menos assim, dessa maneira. Não caias no mesmo erro q eu.

«O meu principal objectivo era amar (...)». Não te percebo nesta frase. O teu principal - e, pelo menos, inicial - objectivo era tudo menos quereres amar, certo?

«(...) mas por mais que cerre os olhos e diga repetitivamente “ama-me” sei que jamais o vais fazer (...)».
Porque não o dizes alto e a bom som, a ele? Di-lo, pequena, mas não o repitas. Di-lo e fá-lo mas, desta vez, com os olhos bem abertos ;)