terça-feira, 16 de junho de 2009

música








Quando a música soa na cabeça ... é o melhor momento do dia, quando ouvimos as várias frequências e amplitudes aglomeradas tornando os sons harmónicos em sons sinusoidais, com timbres opulentos e atraentes, trocamos o tegumento humano por uma membrana que faz face a Deus. Soltamos a raiva, o medo, as palavras, as lágrimas. Soltamos berros, gargalhadas, suspiros de amor. Soltamos tudo que há em nós, o bom, o mau e o assim-assim. Transcrevemos o dia que foi acabado de passar. Somos humanos na pele de Deus.

E é mesmo assim o fim do dia, a descarga do que verdadeiramente somos sem farsas tão habituais do homem, sem medo de lágrimas, sem vergonha do medo. Onde por fim o orgulho não tem receio de se sujar e cedemos, com o gesto que sempre recusamos fazer e de uma maneira tão trivial, ao resto do mundo.
Mas a esperança da estirpe humana está na ponta de sonho que ainda subsiste…

3 comentários:

David Pimenta disse...

Música, a música.
E descreveste bem.
No fim do dia (:
adorei.

Anónimo disse...

está bué brutal, é bué verdade, é bué assim :')

rodrigo fofinho

João disse...

A música. é um poder. *.*