Não vale a pena, nada vale a pena e não me chames derrotista. Não tenho paciência para as tuas criticas de merda que me deitam abaixo como um cão que morre de fome em pleno Inverno. Não vale a pena, nada vale a pena, principalmente as lágrimas de tristeza e raiva que espalho em teu nome. Este sentimento tão furibundo, tão irascível, tão triste, tão sentido, tão bonito, tão amado, tão … tão … tão inacabado. Não me deste tempo para te dar todo o meu amor, deixaste metade dele comigo. Leva-o, levo-o como vento leva as sementes, planto-o numa pessoa que o mereça e ajuda-o a germinar, que eu vou fingir que já não o quero.
Traíste-me, magoaste-me, quase me mataste e eu … e eu choro como se não houvesse amanha. Fecho olhos para tentar esquecer, mas mesmo, mesmo no escuro florido que a minha fantasia de óptica incrimine, não encontro o motivo para a tua traição.
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